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FCG – Fale sobre seu trabalho?

PM – É uma coisa muito engraçada em relação a Beja, porque Beja é uma cidade pequena e no interior do país, claro que Portugal é um país muito pequeno comparado com Brasil, não tem comparação, ficamos no meio da planície, é parecida com Nova Olinda, tem poucas ruas, igreja, é também uma cidade bonita e é tem muita coisa parecida, outra coisa que temos lá, temos terra mais pequena, os monte que vocês chamam aqui de sítios. A dez anos não acontecia nada ligado a quadrinhos em beja, entre tanto surgiu uma oficina de banda desenhada, onde se aprendia a desenha e a fazer quadrinhos, juntaram cerca de 20 jovens , alguns mais velho que vocês passaram 4, 5 anos e a prefeitura fez uma gibiteca para enquadra estes jovens, porque teremos livros, revistas,  do país e também do estrangeiro, isso ai ajudar muito a formação destes jovens como autores. A parti da formação da gibiteca que foi em 2005, além de ser um espaço onde se pode ler, a gibiteca é também uma espécie de quartel general para fazer outras coisas, que são exposições, oficinas, ateliês, outras idéias, também trabalhamos com as crianças, com os idosos, vamos as casas dos idosos e fazemos banda desenhada com ele, gerando um movimento muito grande na própria cidade e em torno, o que faltava um festival, então a idéia do festival surgiu a parti da conseqüência do que estava acontecendo, o festival dura quinze déias é sempre em maio primavera, porque no verão é muito árido, tem umas planície amarelas, lá temos 46º, 47º, 48º, é muito quente no inverno as vezes temos 6º negativos, maio é mais agradável uns 30º, é com a temperatura que está aqui agora é calor mais é agradável e as campinas estão todas verde, então o que é amarelo na primavera é muito lindo, verde é muito bonito. No festival convidados os autores mais importante do mundo, um serie de autores que vocês têm ai na gibiteca de vocês. Eu sinto um interesse muito grande pelo Brasil e lá em Portugal tem uma cultura muito forte brasileira, além disso, tem vários brasileiros vindo em Portugal e a gente tem amigos brasileiros. Convidamos também muitos autores brasileiros para o nosso festival, mais o Brasil é tão grande que os autores podem ser famosos dependo de sua região, a nossa idéia não era ter só autores famosos em nível mundial é também fazer exposições com autores portugueses e muito importantes com os autores da própria gibiteca.  Então colocamos os autores que estão começando agora perto dos autores que já faze tempo, isso é que é legal. No festival também temos musica, poesia, sempre relacionados com os quadrinhos de alguma maneira, oficinas onde se aprende a desenhar, palestras, são 15 dias de festival, mas sempre com noites especiais, umas de cada autores. O festival não é só de um estilo tem todos os estilos temos muitos autores diferentes.  Tem uma característica muito interessante porque como é uma cidade muito pequenina as pessoas saem da cidade e ficam no campo e fazem ali. Lá em Portugal dois grande festivais é o de amado e agora também o de Beja.

FCG – Qual a importância desta mostra e o que você levaria para o festival de beja?

PM – Uma das coisas que eu gostaria muito de fazer lá em beja é que nós pudéssemos ter a Casa Grande representando o trabalho que ela faz aqui no próximo festival, seria uma coisa fantástica e também para ele conhecerem o trabalho que vocês fazem aqui acho que só a uma palavra, é fantástico, um trabalho fabuloso e eu não canso de dar os parabéns já dei muitas vez e volto a dar, fazem um trabalho lindo e fantástico e são todos vocês, as conversas, a maneira de como somos recebido. Eu já fui a alguns países, França, Itália, Espanha, mais essa é a primeira vez que venho ao Brasil, então tenho uma sensação que nunca tive, sei que estou em outro país mais não me sinto estrangeiro é como se estivesse em casa, e se disse que a parti da semana que vem tu vai viver em Nova Olinda, e u ficava porque me sinto no mesmo bairro me sinto como se estivesse em casa é uma coisa muito agradável e você fazem um trabalho muito formidável fabuloso. E se cada cidade do mundo tivesse uma Casa Grande o mundo seria bem melhor.

Entrevista com Nelson Dona

FCG – Fale um pouco sobre seu trabalho.

ND – Eu sou responsável pela organização de um festival de banda desenhada, um festival de quadrinhos internacional que recebe artista do mundo inteiro, como artista bem conhecidos, estrelas mundiais, como artistas que não são muitos conhecidos e nós fazemos inscrições dessas estrelas ao lado das pessoas que não são conhecidas, modo que os visitantes que vem visitar o festival, possa conhecer coisas novas. Eles podem conhecer Maurício de Souza da Turma da Mônica, mas lá está um autor que ninguém conhece e sim ficam a conhecer. E por isso é um trabalho muito grande, esse ano vai ser o 21º trabalho que fazemos e somos um festival muito importante na Europa.

FCG – Qual a importância que esse festival tem para a cidade de vocês?

ND – Amadora é muito diferente de Nova Olinda, Amadora fica na área metropolitana de Lisboa, mas há uma persistência com Nova Olinda, é uma cidade periférica, isolada também e que vocês não conhece muito bem, não sabem oque nós fazemos e vocês também não. E o festival por um lado, juntou muita pessoa da própria cidade para poder fazer uma iniciativa cultural, porque não existia nada na Amadora e então o festival juntamente com as atividades culturais permitiram que fossem criadas infraestruturas, que fossem criadas programações para as pessoas poderem encontrar e fluir a arte. No caso o festival é inconcreto, não é só importante a nível nacional, mas a nível internacional e serve em 30 mil pessoas e dessas 30 mil pessoas, 12 mil são visitas de escolas de todas as faixas etárias. E por isso é formação publica. Em caso de internacional, o festival na Europa é um festival muito importante, faz parte do calendário e isso projetou o nome da cidade Amadora.

FCG – Em relação a mostra, qual a importância que você acha que tem pra cidade, oque você levaria da mostra para o festival de Amadora?

ND – Pra mim é super importante, por duas razões principalmente, a primeira é pela qualidade do produto apresentado, a segunda razão é pela qualidade da produção e da logística, que vocês organizaram tudo isso muito bem e é fantástico ver como um grupo pode organizar, pode aprender, pode criar em termos de produção um trabalho tão bom. Se a equipe toda quiser ir pra Portugal comigo estão todos contratados, porque é muito difícil encontrar pessoas que trabalham tão bem como vocês. Vocês estão sempre a trabalhar alguma coisa e todos os trabalhos que fazem está sempre disponível a pergunta de quem nós somos, e procuram identidade em quanto as pessoas que moram no Cariri. E partem daí, sabendo quem eu sou eu posso construir um melhor futuro e isso é muito importante para que qualquer lugar possam evoluir, inclusive em ser diferente dos outros. E o fato de vocês fazerem esse projeto em que nós temos um contato direto com as pessoas, diferencia e faz com que criam elos entre as pessoas, oque é muito diferente do turismo habitual e por tanto eu estou muito contente, nunca pensei que aqui fosse um projeto assim e oque eu quero mesmo é que possamos ter um projeto assim também na Amadora, em Portugal, que é um projeto fantástico, que é deslumbrante. Só tenho a agradecer a vocês todos por existir e por me deixarem a participar do vosso trabalho.

FCG -Fale sobre seu trabalho como cartunista?

LA – Meu trabalho como cartunista é um trabalho diário porque eu trabalho para três jornais diários em Portugal, Lisboa, um de política e informação geral, um de esporte e um de economia. E também tenho cartuns numa revista semanal.

FCG -Como surgiu o gosto pelo desenho?

LA – Eu desenho desde criança e fazia bandas desenhadas quando era jovem, depois quando fui estudar na universidade comecei a fazer cartuns no jornal, isso quando tinha 19 anos, depois fiquei sempre a fazer. Já tenho 44 já são muito anos que faço cartuns.

FCG – Qual a importância desta mostra?

LA – Pra mim eu acho importantíssimo conhecer a Fundação Casa Grande o trabalho de vocês, admiro muito, fiquei encantado e acho ótimo, se não tivesse vindo a esta mostra não teria vindo à fundação, não teria conhecido a Casa Grande de vocês e isso pra mim foi importantíssimo. Pra vocês poderá ser importante não só ver, ouvir outros autores, conhecer formas diferentes trabalhos diferentes, novas forma de trabalhar em varias linguagens artísticas e essa diversidade é importante pra vocês fazerem novas escolhas se vocês quiserem entrar no mundo da arte isso é sempre importante

Entrevista com Sonia Luyten

FCG – Você pode falar um pouco sobre o seu trabalho.

SL -Meu trabalho é muito gostoso. Eu trabalho com quadrinhos há quase 35 anos, onde faço pesquisa de quadrinhos que é uma coisa maravilhosa, porque você vê todas as tendências, os artistas que estão surgindo. E eu comecei minha carreira de uma forma muito interessante eu sou jornalista de formação, e eu tinha uma colega de classe que fazia tradução para um jornal em São Paulo chamado Jornal da Tarde. E ela ia se casar e me perguntou se eu queria fazer a tradução das tirinhas em quadrinhos, e eu aceitei fazer. E quando eu comecei a traduzir eu também comecei a estudar os autores que estavam por trás da minha tradução. E foi assim que comecei a aprender sobre o movimento dos quadrinhos tanto brasileiros como em todo o mundo. E logo mais tarde a Universidade de São Paulo, de história e comunicação abriu um curso de editoração das histórias em quadrinhos, e me convidaram pra dar aula. E foi o primeiro curso de história de quadrinhos a nível universitário do país. E esse curso começou comigo, embora depois eu saísse fora Brasil na época, meus amigos deram continuidade ao curso que existe até hoje. E hoje em dia eu estou fora da universidade, eu sou pesquisadora independente, eu faço curadoria, ou seja, eu levo artistas para determinadas mostras tanto mostras brasileiras como internacionais. Também sou membro júri de exposição de quadrinhos, e antes de vir até a mostra eu fui membro de júri de cosplay, onde a dupla que ganhasse iria para Tóquio. E o Brasil já foi bi-campeão, e o legal é que dois cearenses estavam nessa competição. E atualmente sou presidente do prêmio HQ mix. Onde você vai dar o prêmio para grandes artistas nacionais.

FCG – Por que os quadrinhos não têm a sua própria nacionalidade?

SL – Porque a arte não tem fronteiras, porque considerando a inspiração do artista de onde vem. Eu sou sempre a favor do cinema, que a arte não tem fronteiras. E em relação ao mangá que é um estilo japonês, mais ele também foi inspirado no quadrinho ocidental, e vamos dizer que eles “ajaponesaram”. E como hoje em dia o mangá tem uma grande difusão, nós nos apropriamos de alguns elementos de mangá, e porque não fazer uma história do cariri em mangá? E isso é quando você junto dois produtos e forma um novo tipo de arte. Então já que não tem nacionalidade, a arte não tem fronteiras.

FCG – E qual a importância que você vê nessa mostra?

SL -Então todos que chegaram aqui ficaram impactados. Eu não conhecia o trabalho da Fundação Casa Grande, e quando o Alemberg me convidou ele me falou que quando perguntava as outras pessoas quem chamava pra mostra, respondia A Sonia Luyten, e hoje estou aqui maravilhada com o trabalho de vocês. E essa mostra trouxe profissionais de Portugal onde os brasileiros dão praticamente as costas em uma produção que é de língua portuguesa e temos muito e comum. Então nós todos do Brasil cada um em sua área, então eu espero que não tenha só desta vez, que aja uma continuação. Então temos dois aspectos o trabalho da Fundação Casa Grande e toda essa movimentação que ouve aqui  nesses poucos dias, só que muito intensos sobre quadrinhos.

Mesa - “Produção dos quadrinhos” com os seguintes palestrantes- Jô Oliveira – Brazilia-DF (desenhista), Spacca – São Paulo-SP (desenhista) e Sonya Luyten – SP (Roteirista).

“TV Casa Grande e a produção de espetáculo de música animada” com os palestrantes – André Magalhães – São Paulo- SP (Studio Zabumba) Helio Filho e Aécio Diniz – Nova Olinda – CE (Abanda).

Dia 06 de agosto de 2010, estamos iniciando o primeiro dia da Cariri Mostrando a 9ª Arte de Quadrinhos e Animação. Às oito horas da manhã as pessoas começaram a chegar à Fundação Casa Grande surgindo uma intensa movimentação entre participantes, palestrantes e organizadores. Todos que se aproximaram da Casa Grande nesse dia seis de agosto estavam em busca de conhecimento e experiência. Os inscritos na mostra formam um publico diverso, professores, estudantes, desenhistas iniciantes, colecionadores e leitores de gibis. A animação se expandiu pela Casa, amigos entre abraços e sorrisos por todos os lados. Às nove horas da manhã é realizada a abertura com o hino da Fundação Casa Grande, com posterior apresentação dos integrantes da equipe de produção do evento e suas determinadas funções, realizada pelo Coordenador Geral da mostra Aécio Diniz. Em seguida fala é direcionada ao Diretor/Presidente da Fundação Casa Grande Alemberg Quindins que deseja boas vindas a todos e fala do contato com as histórias em quadrinhos quando ainda criança. Depois da abertura Jussamiris convida os primeiros palestrantes: Fabiano Santos – Ministério da Cultura, Raimundo Neto – Secretaria de Cultura do estado do Ceará e Tibico Brasil  – Centro Cultural banco do Nordeste. Com a mesa “Políticas publicas para a literatura em quadrinhos”, momento que gerou boas intervenções e apresentação de editais para projetos a todos os presentes. Às dez e trinta inicia-se a segunda mesa com tema – “Produção dos quadrinhos ” com os seguintes palestrantes- Jô Oliveira – Brazilia-DF (desenhista), Spacca – São Paulo-SP (desenhista) e Sonya Luyten – SP ( Roteirista), estes explanaram suas experiências com as suas primeiras histórias em quadrinhos produzidas, pontuando como se dava todo o processo de elaboração. Depois de toda essa aula de roteiro e desenho chegamos à hora do almoço, e assim, foram todos em busca de suas refeições, seja na fundação, nas pousadas ou nos hotéis. Às quatorze horas retornamos ao Teatro Violeta Arraes – Engenho de Artes Cênicas,  e onde tivemos a terceira mesa com o seguinte tema: “TV Casa Grande e a produção de espetáculo de música animada” com os palestrantes – André Magalhães – São Paulo- SP (Studio Zabumba)  Helio Filho, Aécio Diniz – Nova Olinda – CE (Abanda), os quais relataram as suas experiências com a produção do espetáculo Rua do Vidéo. Foram apenas poucos minutos para descrever o espetáculo Rua do Vidéo que às dezenove horas da noite, seria apresentado a todos. A quarta mesa foi onde tivemos os lançamentos de HQs: “Brincando de fazer gibi” com a Turma da Casa Grande Editora e “O Romance do pavão misterioso” de Klévisson Viana. O lançamento foi feito para uma platéia de 100 pessoas, mas dali para o mundo. As quinze horas começou o Circulo de Desenho, sendo este uma conversa sobre o traço do desenhista Jô Oliveira, considerada por todos uma aula brilhante. As dezenove horas Rua do Vidéo tomou de conta da animação, os integrantes de ABANDA proporcionou a todos um momento de integração da música com os apreciadores, tendo ainda a participação enérgica de Elizah e Paulo Brandão como convidados para encerrar a programação do primeiro da Cariri Mostrando a 9ª Arte de Quadrinhos e Animação.

Circulo de desenho – Uma conversando sobre o traço de Jô Oliveira.

Logo mais abaixo confira a conversa que tivemos com Fabiano Santos – Ministério do Cultura, Raimundo Netto – Secretaria de Cultura do estado do Ceará e Tibico Brasil  – Centro Cultural banco do Nordeste. Com a mesa “Políticas publicas para a literatura em quadrinhos”. E o segundo circulo de conversa foi com os participante da mesa – “Produção dos quadrinhos” com os seguintes palestrantes- Jô Oliveira – Brazilia-DF (desenhista), Spacca – São Paulo-SP (desenhista) e Sonya Luyten – SP (Roteirista).

Entrevista com Tibico Brasil


FCG – Como o BNB vem incentivando o quadrinhos no Nordeste? E você acha que é suficiente?

TB – O banco do nordeste tem incentivado a área de quadrinhos basicamente de duas formas, na criação de gibitecas nos centros culturais e nosso programa BNB de cultura que é o nosso edital de projetos culturais. Essas duas formas fazem com que os quadrinhos sejam valorizados e estimulados para que as pessoas tenham acesso a esses quadrinhos. Nós consideramos que ainda há muito o que fazer, desde a montagem das nossas gibitecas, até aumentar o número de projetos nessa área de quadrinhos. Mas nós ainda estamos começando, mas começando com muito gosto de colaborar nessa área.

FCG – E você desde criança, já lia quadrinhos?

TB – Sim. Na minha época eu gostava mais de ler a turma da Mônica. Eu nunca me identifiquei com os quadrinhos estrangeiros como o Batman, Homem-Aranha. Eu gostava mais dos traços mais simples, e me identificava com o Cascão por que quando criança eu não gostava de tomar banho. E como eu tinha dois irmãos bem próximos, meu pai sempre incentivava, e por ele está me incentivando isso me ajudou muito pra eu ter o prazer de ler. E me ajudou muito na minha carreira, o cebolinha, a Monica, o cascão. E foi isso que ficou marcado na minha geração.

FCG – E qual a importância que você acha que essa mostra tem pra região?

TB – Eu acho que essa mostra  novamente vem nos mostrar que Nova Olinda está muito a frente do que vários lugares ditos importantes. Então trazer todo esse pessoal, e fazer toda essa mobilização, mostra o interesse e o cuidado que a Casa Grande tem pela a leitura com a formação de cidadãos, onde se trata de assunto que aparentemente parece infantil, mas na verdade você está projetando no futuro um cidadão que vai gostar de ler quadrinhos. Então fazer com que essas pessoas tenham contanto com desenhistas, quadrinhitas, roteiristas, isso é uma coisa fundamental, e traz pro Cariri a alegria dos quadrinhos, o prazer quando você lê um gibi. E uma base fundamental para os leitores.


FCG – Raimundo Netto, você mencionou na sua palestra que o quadrinho não é só para crianças, e como o quadrinho atinge tanta gente, de todas as idades?

RN – O quadrinho é um tipo de arte, é um segmento artístico como a literatura, a música, a pintura, e é um segmento interessante por ele ter dois tipos de códigos, que é o código verbal e o código visual, ou seja é uma arte integral, onde você tanto tem a beleza gráfica, visual, como também todo um trabalho de literatura natural de quem escreve, de que cria o roteiro, que é bem parecido com o cinema. E como o cinema ele pode ter várias categorias, como uma função documental, ficcional, uma situação não-ficcional, ela pode ter várias formas. Ela pode se dirigir ao um público infantil contando uma fábula, ou direcionado ao público adulto com questões policias, eróticas, ou através de contos mais elaborados. Então um bom quadrinhos ele serve para todas as idades, de acordo com a sua destinação.

FCG – Quais os “ingredientes” fundamentais para se ter uma boa produção de quadrinhos?

RN – Primeiro temos que respeitar a criação artística, mais é bem importante ter um planejamento, porque muitas pessoas se orgulham de fazer uma produção sem planejamento, e isso é um pouco de descuido, porque as vezes sai algumas coisas sem graça. Então para se fazer um quadrinho existe um série de ferramentas que podem ser utilizadas como várias formas, que você vai usar um balão, ângulo de câmera, a formação do quadro, tipo de plano utilizado, tudo isso tem que ser muito bem escolhido que aparentemente é chato, mais é isso que dá consistência a obra no final. É se preocupar com todas essas coisas: roteiro, revisão de texto, porque, quando você escreve errado, a pessoa que tem o hábito de ler que vai folhear aquele quadrinho, ela já o considera de baixa qualidade.

FCG – Como criar políticas públicas permanentes para que a produção de quadrinhos cresça?

Conforme a gente estava falando, é importante a gente ter demandas aos produtores de HQ na gestão pública. Porque hoje se você chegar em alguma secretaria de cultura você vai perceber que lá tem pessoas querendo produzir filmes, peças teatrais livros, porque não é só o quadrinhista, mais sim, vários deles que vão chegar pro secretário de cultura e pedir apoio. E a partir daí começa a surgir oportunidades, recursos, mas acho mais importante essa busca.