FCG – Fale um pouco sobre sua rotina de trabalho?
GS – Eu trabalho com informática, lá no Rio Grande do Sul, trabalho de segunda a sexta, inclusive nos sábado e nas horas que transcende o trabalho depois das seis e meia é que vou pra casa cuidar da minha esposa, tenho dois filhos e nesse sentido é que sobra tempo para mexe com quadrinhos e para cuida do site TEX BR, no ano 2000, a dez anos atrais, eu tinha a coleção completa do TEX e eu queria compartilha a minha coleção com outras pessoas, porque eu sentia a necessidade de que outros colecionadores de outros locais do Brasil, porque a internet é um veiculo que possibilita você chegar em todo mundo ao mesmo tempo ela é um recurso instantâneo que chega em todo lugar e eu senti necessidade de que aquele material, aquela coleção, que eu tinha completa, outros colecionadores tinham vontade de saber poxa qual é a capa da revista numero tal, qual é a historia do número tal? As pessoas não sabiam por que o cara vai na banca compara um TEX que é uma revista das mais longevas dos Brasil cujo o primeiro número foi em fevereiro de 1971 e ela se mantém até hoje nas bancas já está quase chegando no número 500, o cara vai na banca hoje comprar um TEX tá lá no 480 se ele tem curiosidade de sabe com é que foi a capa do número 1, 20, 70, vai lá no TEX BR e está tudo lá, então essa Tonica motivou a gente a criar o site TEX BR, poder levar as imagens e informações da minha coleção particular para outras pessoas de outros quadrantes do Brasil e fora dele.
FCG – Você acha que o site TEX BR é importante na história dos quadrinhos?
GS – Eu diria que sim, eu não posso falar em causa própria porque eu sou o dono do site, sou a pessoa que faz o site, mas eu posso usar a palavra da critica especializada do Brasil da Europa que aponta o TEX BR.com o maior site do mundo com conteúdo Bonelli, pega a internet mundial que é um oceano de informações sobre todas as coisas inclusive sobre quadrinhos e procura sites que tem conteúdo deste universo, que é o TEX, Zagor, Ken Park, você não vai acha nenhum site no mundo inteiro em qualquer que seja o idioma que tenha tanto conteúdo como nos temos em dez anos de caminhada.
FCG – De onde surgiu a paixão por TEX?
GS – O culpado foi um menino quando eu tinha treze anos chamado Paulo, eu já gostava de ler quadrinho e ele era meu amigo, nos jogávamos futebol juntos no final de semana e um dia, ele sabia que eu gostava de ler revista em quadrinhos e ele disse Gervásio, você já leu TEX? Não, que bicho é esse? Ai ele me disse o TEX é um Cowboy, que vive no velho oeste, levando a justiça a todas as pessoas que estão se sentindo injustiçadas ou oprimidas, Gervásio vou te emprestar uma edição, o numero 6, isto era 1983 eu tinha 13 anos e ele me emprestou, cujo o titulo é o vale do terror, li aquela edição que mexe com um pouco de terror, sobre natural, foi paixão a primeira vista me apaixonei por aquele universo e quando devolvi a revista ao Paulo no dia seguinte disse tem mais, ai ele foi me emprestando outros, porque naquela época eu tinha treze anos e a nossa condição era bastante humilde, não tinha recurso para compra de quadrinhos e daquela edição ele me emprestou outra e mais outra, e quando eu comecei a trabalhar eu pude começar a comprar os meus próprios TEX e comecei a montar minha coleção.
FCG – Qual a importância desta mostra para a nossa região e para a fundação?
GS – Eu diria toda importância porque essa iniciativa da fundação casa grande dos meninos e meninas da Fundação Casa Grande é digna de louvo em qualquer parte do mundo, eu não digo isso porque fui convidado para vim aqui, não estou dizendo isso porque fui hospedado maravilhosamente bem por toda a população de Nova Olinda, todos muito receptivos, mais eu digo isso pela qualidade e pelo alto quilate das palestras e das pessoas que para cá vinheram, essa mostra é fantástica como disse agora a pouco para a entrevista da TV Casa Grande, porque possibilita um intercambio de informações entre nós mesmo que trabalhamos na área. Embora eu cuide do TEX como colecionador como fã, isso é muito importante porque entre nos mesmo que para cá vinhemos´, jornalistas, produtores de quadrinhos, divulgadores, desenhistas, roteiristas, quadrinistas, promotores de animação, nós mesmos estamos aprendendo muito mais do que deixando contribuição aqui e se pra nós que estamos no meio isto tem sido de uma riqueza incalculável muito mais ainda tenho certeza para os meninos da Casa Grande.





